sexta-feira, 7 de agosto de 2009



ROMÃS - FRUTOS SAGRADOS

Para os Assírios, a romã simbolizava a vida
e os primeiros frutos da colheita eram entregues ao sacerdote
que extraía o seu suco para que o Rei o oferecesse ao ídolo.
Os frutos mais formosos que simbolizavam o prolongamento da vida
eram preservados para o templo;
a Romãzeira era considerada como o pai da vida;
com a madeira da árvore, eram confeccionados amuletos.

Os fenícios, tinham a Romã, também, como frutos sagrados,
bem como os Cartagineses e os Romanos,
que os reproduziam nos capitéis de suas colunas
e os colocavam nas tumbas dos sacerdotes e dos reis.
Para os gregos a Romã era sagrada e eles a denominavam de Roidion,
e a Romãzeira de Roía; os frutos eram oferecidos à deusa da sabedoria,
protetora da cidade de Atenas.
Para os iniciados nos mistérios de Eleusis,
Dodone, Delfos, Megara e outros, a Romã simbolizava a fecundidade e a vida.
Platão teria afirmado que dez mil anos antes de Menés
já existia a cerimônia que incluía a Romã como fruto,
com a sua rubra flor.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009


O SIMBOLISMO AFRODISÍACO DA ROMÃ

Por quê Salomão valorizava tanto a romã e o seu vinho?
Além do atributo afrodisíaco que os comerciantes dão ao vinho da Romãzeira, o relato de Cantares é claro. Um homem para contentar a mil mulheres, mesmo com higidez excepcional, deveria valer-se de algum produto afrodisíaco, que não era outro senão o vinho da romã.
Isto justifica o seu uso, a ponto de fazer da Romã um símbolo sexual conjugado com os lírios, símbolo da excelência feminina. Colocadas as Romãs e os Lírios, nos capitéis das Colunas do Templo, quis Salomão render destaque à sua condição de rei poderoso em todos os sentidos. Poder-se-ia, contudo, questionar sobre esse evento: mas quando Salomão tinha mil mulheres o Templo já estava construído como as duas respectivas colunas.
No entanto, já naquele momento, Salomão possuía mulheres em grande número e é de se supor que a ingestão do vinho afrodisíaco já era um hábito e uma necessidade. Não se conhece a idade exata de Salomão.Mas, se com idade tenra iniciou a construção do Templo, como justificar a presença das Romãs e dos Lírios? Talvez uma manifestação profética, uma vez que esses adornos foram determinados por Davi que os recebera do Senhor. Davi, por sua vez, tivera um grande número de mulheres e concubinas, e o uso do vinho afrodisíaco, poderia ter sido também um hábito seu. Portanto, as romãs simbolizam a virilidade masculina.
Uma justificativa coerente sobre a presença das Romãs, além de que simbolizava a união fraterna pela coesão de seus grãos, era a da necessidade dos excitantes sexuais, que vem justificada pelo costume que os poderosos tinham de manter junto a si, múltiplas esposas e concubinas.

A MACIEIRA NÃO DEU CERTO. MAS A ROMÃZEIRA SIM!

Ao lado da minha casa de minha infância tinha uma macieira que não deixava a luz entrar totalmente em meu quarto. Ela tapava minha visão exterior com sua copa.
Eu cresci olhando a macieira e lembro que seus frutos não desenvolviam, nasciam as flores, que logo se tornavam maçãs, mas que amarelavam, apodreciam, caiam. Isso me deixava intrigado, era algo que não tinha explicação, a terra era fértil, e chovia muito na região.
Por que os frutos apodreciam? Perguntava a meus irmãos e nunca tinha a resposta.
No entanto, me parecia útil viver à sombra dela. Seus galhos faziam sombras que permitiam que eu dormisse até mais tarde.
Acordei certo dia com o tinir do machado. A janela estava aberta! Vi que meu pai derrubava a macieira. Saí do quatro a pinotes, rumo ao quintal. Chegando lá queria saber o porquê. Meu pai disse que a maçã era a fruta da discórdia; que Deus expulsou Adão e Eva do Paraíso porque eles comeram maçã. Voltei para meu quarto, pensativo: sendo a árvore da desunião, meu pai acertou em derrubá-la...Era por isso que ela não dava frutos...
No dia seguinte acordei com uma luz intensa em meus olhos. Olhei pela janela e a macieira não estava mais lá. Eu ainda estava meio cego devido à luz. Um de meus irmãos, que não pude ver, pegou minha mão e me conduziu até a janela. Lá pude ver que a árvore plantada no lugar era uma romãzeira.
Tempos depois a romãzeira estava florida. Quase todas suas flores se transformavam em romã. Suas sementes ficavam bem juntinhas e presas na tenra casca. As romãs maiores apresentavam rachaduras, e suas sementes caiam e germinavam no solo fértil. As mudas recém nascidas ficavam à sombra da mãe até certa idade, depois meus irmãos as replantava em lugar com maior luminosidade, e elas cresciam e davam frutos.
Eu sei que muitos gostam de plantar macieiras, porque maçã tem bom valor de mercado. Outros de dormir até mais tarde, de viverem à sombra. Esperam os frutos sem nunca terem plantado uma árvore. Não os julgo. Que plantem macieiras!
Mas eu estarei sempre com meus irmãos plantando romãzeiras. Porque sei "quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!"

terça-feira, 4 de agosto de 2009


ROMÃ - SIMBOLISMO DA FERTILIDADE


Ao longo de tempos imemoriais, a romã tem sido o símbolo da fertilidade.

Na mitologia Grega, Perséfone , filha de Deméter (a mãe da Terra), após seu rapto recusa qualquer alimento enquanto Hades (reino dos mortos) lhe deu uma romã para que ela comesse. "Ele me pôs na mão um alimento doce e açucarado, uma semente de romã" (Hino Homérico a Deméter).

É considerada um símbolo da fecundidade pela quantidade excessiva de sementes.

A abertura da romã é associada a defloração.

Ela é um símbolo do amor, da vida e da morte.

Na Roma Antiga, jovens recém-casados usavam coroas de ramos de romãzeira.

A simbologia da romã, tanto na Grécia, como em Israel, está ligada claramente à fertilidade da terra.

Em todos os textos lidos sobre a romã e sua simbologia, ela representava sempre o símbolo da fertilidade. Se procurarmos desdobrar a palavra fertilidade, encontraremos a energia primordial dupla em polaridade se unindo para criar e perpetuar a vida em todas as suas formas.

Por si só, esse já seria um simbolismo maravilhoso para ser "guardado" no templo maçônico, sempre a nos dizer que precisamos ser férteis no nosso amor, multiplicando as forças e produzindo sempre mais!

É preciso que respeitemos a Terra, que a energia cósmica fecunda e faz crescer os frutos que nos alimentam, sem que sequer agradeçamos por isso!

SONETO DA ROMÃ


Lindas flores vermelhas enfeitam um pé de romã...

Romãzeira, num colorido encantador, enfeita a manhã!

Raios de sol, entre galhos, folhas e flores, a iluminar...

E a magia da natureza se faz presente no meu pomar.


Lindos frutos vermelhos enfeitam um pé de romã...

Sabores e odores de uma fruta que parece um talismã!

Vento que sopra e embala a árvore da fertilidade...

Numa dança quando dançam pessoas de toda idade.


É a festa do existir no canto de nossa fraternidade...

Sementes confinadas em bagos de beleza cristalina!

E que se transformam em Símbolo de Fecundidade.


Casca que aloja sementes como a Loja nos abriga...

Maçons reunidos e unidos num plano de igualdade!

Comungando a perfeição de se estar em liberdade.


Ir .’. Joaquim Monte

O SIMBOLÍSMO MAÇÔNICO DA ROMÃ

O simbolismo do fruto e de sua flor se adequa à filosofia maçônica, pois os grãos simbolizam a união dos maçons em seus vários aspectos: o fisiológico, porque cada grão possui "carne", "sangue" (o suco) e "ossos", (as sementes).
Os grãos crescem unidos de tal forma que perdem o formato natural, que seria redondo; espremidos uns aos outros, são semelhantes a polígonos geométricos, com várias facetas; são lustrosos e belos, lembrando os favos de uma colméia de abelhas; as abelhas trabalham sem descanso e assim lutam os maçons.
Os frutos representam os maçons que estão no Oriente Eterno; são pedras totalmente polidas que abrilhantam o Reino Celestial. As câmaras simbolizam a vida externa e a interna, ou seja, a mente humana e o espírito.
As cinco células da Câmara Alta representam as fases intelectuais onde se estuda a razão da verdade eterna; o conhecimento, o impulso para o elevado, para a moral e para a perfeita harmonia. Representam, ao mesmo-tempo, as cinco raças humanas, perfeitamente unidas, sem preconceitos; também recordam as cinco idades do homem: a embrionária, a infância, a do aprendizado, a construtiva e a madura.
As três células da Câmara Baixa correspondem ao aprendizado, ao companheirismo e ao mestrado. As três substâncias do homem: sangue, carne e ossos; ao homem Templo, ao homem Altar e ao homem Alma. As três luzes: Ven.’. e Vvig.’..
O formato externo, representa a Terra, seja pela sua esfera, seja pela sua coloração e conteúdo.A Romã expressa, na sua coloração, a realidade.
A coroa de triângulos ou coroa da virtude, do sacrifício, da ciência, da fraternidade, do amor ao próximo, está colocada numa extremidade da esfera. Simboliza o coroamento da obra da Arte Real.
A flor rubra representa a chama do entusiasmo que conduz o Neófito ao seu destino, iluminando a sua jornada. As cores da Romã simbolizam: o verde, o reino vegetal; a amarela, o reino mineral; e a vermelha, o reino animal.
As membranas brancas, que não constituem cor, mas a mistura de todas as cores como as obtidas quando o raio transpassa o cristal formando o arco-íris, simboliza a paz e o amor fraterno. Podemos acrescentar que o simbolismo da romã se equivale, na Arte Real, ao simbolismo da Cadeia de União, da Orla Dentada e da Corda de 81 Nós. Em suma, a romã simboliza a própria Loja e a sua Egrégora
SIMBOLOGIA DA ROMÃ

Com uma importância milenar, a romã aparece referida nos textos bíblicos.
Os gregos consideravam-na um símbolo do amor e da fecundidade.
A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, por se acreditar nos seus poderes afrodisíacos. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano, porque acreditam que o ano que chega será sempre melhor do que aquele que termina.
Quando os judeus chegaram à terra prometida, após abandonarem o Egito, os 12 espiões que foram enviados para aquele lugar regressaram trazendo romãs e outros frutos como amostras da fertilidade da terra que Jeová prometera.
Ela estava presente nos jardins do Rei Salomão.
Foi cultivada na antiguidade pelos fenícios, gregos e egípcios.
Em Roma, a romã era considerada nas cerimônias e nos cultos um símbolo de ordem, riqueza e fecundidade.
Atualmente, em alguns países católicos do ocidente, é tradição comer romã no dia de reis e segundo uma antiga crença popular, se se trouxer na carteira três sementes de romã, dinheiro nunca há de faltar.
Associada a toda esta simbologia, desde sempre a romã conheceu e conhece ainda aplicações no campo da fitoterapia.